terça-feira, 26 de maio de 2009

TEMPO DE SER



Inclino-me sobre a água
E vejo-me despida.
A mentira dói mesmo lavada
E o tempo de morrer é já amanhã.
Veloz e trágico é o tempo
Mas há papoilas ainda
Nos segredos dos rochedos
E as mãos são puras
Na loucura das manhãs.
Velida sou e louçana
E ainda busco o meu amigo
À beira do rio praia ou perigo
"Ai madre, moiro d'amores!"



14 comentários:

Castro disse...

Já tardava.Cheguei a julgar que estivessse com algum problema.Mas voltou, Ibel, com a sua sensibilidade à flor da pele,"louçana e velida" para nos deliciar.
Há uma certa nostalgia, quer-me parecer.O poema é maravilhoso"A mentira dói mesmo lavada
E o tempo de morrer é já amanhã".

RUBI disse...

Olá!!!!!!
o Rubi chegou.Ainda se(a)lembra de mim setora?
Poema bonito e cheia de vaidade.Assim é que eu gosto.Tenho a leitura em atraso mas o estudo é muito e as engenharias cá pela invicta são d'arromba.
Está muito bem na foto com a sua filhota.Se for preciso também pego nela ao colo...
Não gosto muito de beijos ta-se mesmo a ver mas cá vai à dúzia!
A resto da malta quer marcar um jantar para junho.Vá contando.

Margarida disse...

Genial prof!!!!

Elisabete disse...

"Mas há papoilas ainda
Nos segredos dos rochedos
E as mãos são puras
Na loucura das manhãs."

Enquanto vires as coisas assim, a busca, com certeza, chegará a bom porto.

Grande beijo

Delfim Peixoto disse...

Ah... voltou! Um poema cheio de sentir, com um sabor especial. Sei que gosto de ler Poesia, asssim...
Bjs

isabel disse...

O tempo de ser é infinito num oceano matizado de azul, dourado e verde. Todo o tempo é tempo de ser e amar, ainda que a morte esteja já ali.
isabel

Anónimo disse...

Belo poema,isabel.
Abraço e até sábado!!!!
Beijocas

Filomena

AC disse...

É sempre um enorme prazer visitá-la, vendo-a, velida e louçana, combater o tempo, veloz e trágico, com o brilho das papoilas no segredo dos rochedos e a pureza das mãos na loucura das amanhãs. Que pode o tempo contra a convicção de quem ainda busca o seu amigo?
O tempo, se for assisado, vai simplesmente parar, fazer uma vénia de admiração, e seguir a estrada de mansinho...

utopia das palavras disse...

É trágico o tempo
despe-nos...
mas ainda há um rio ou um mar
que escorre nas nosas mãos!

e eu...gostei dessa força em procurar!

Beijinho GRANDE

Anónimo disse...

Adoro a sua poesia,Ibel.Fascina-me.
Alda

Cris disse...

Lia minha flor
Doído esse poema,mas lindo.
Obrigada por existir em minha vida.
Beijos

Isabel disse...

Uma poesia cãndida e transparente como a água onde te vês.Muito bonito.

Mar de Bem disse...

Pois é!
Eu acho que já sofres de saudades da visita deste verão. Estás pairando, nesta entrega ao sonho de te saber nestas ilhas.
"O melhor da festa é esperar por ela".

Estarei enganada?

Sinto esta tua poesia tão leve, tão etérea, tão nas núvens, mana minha!!!

Cristina Ribas disse...

Ibel!

Uma vez mais a sua sensibilidade para a vida, para fazer da vida uma canção poética! Que talvez tenha algum sofrimento e alguma desilusão, mas também uma enorme generosidade e fidelidade à amizade, talvez por isso "Mas há papoilas ainda"!

Obrigada por tão belo poema!
Tempo de ser é um lindo nome para um poema que pode também ser um hino de vida à amizade!