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TEMPO BREVE

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Há um tempo breve em todos nós Mais breve em alguns com menos sorte Há uma estrada breve que se estende Por um tempo sem fronteira ou passaporte. Há um tempo longo que coabita Com o tempo em que breves habitámos É o tempo do bibe dos meninos E dos amores e encantos que sonhámos. Há uma história breve em cada nós Mais breve que o sopro de uma vela E um mar apressado onde repousa A jazente caravela da espera. Há um tempo breve em cada nós Tão breve quanto o Tejo do passado E há dentro de nós uma guitarra Que o canto é sempre a voz do fado.

Feliz dia dos namorados, estrelinha!

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Não vem meu amor Que está afastado Em lugar distante Bem aqui ao lado. Bem aqui ao lado Do sol da ternura Meu amor, meu bem Meu cais de doçura. Meu cais de doçura Faz tempo sobejo Que eu não te vejo. Que eu não te vejo? Foi já há três dias ... Meu amor, sem ti, As horas são frias. As horas são frias Mas brasa o calor Deste filigrama De ouro de Amor.

Aguarela cor-de -rosa

Só posso cantar-te a cor-de rosa E pintar-te em aguarela impressionista Com traços imprecisos mas seguros, -Palavra dissílaba e clara- - Meu redondo afecto- De vinte e cinco anos e mais nove Os meses de nós duas em segredo, Secreta união de encantamento Em que o tempo pasmava de suspenso O berço do teu inho respirar Em mar aventre, - O meu- ! Do teu esvoaçar primeiro E do teu sonhar na praia Só eu colhi a asa - -Meu céu-! E leda contigo conjuguei Um sonho sussurado no umbigo, -Meu abrigo-!

Turma D, 12º Ano

Olá, menina aluada Mas só aparentemente Além de boa cabeça Tens um coração que sente. E sente tão bom sentir Com um sentir disfarçado Que vale ouro, vale vinte, E que vinte tão bem dado! Já está mais inibida E até levanta o dedo A tímida menininha De precioso cabelo. É tipo despreocupada De Einstein ,a cabeça E sempre que abre a boca Nunca a língua lhe tropeça Nunca a língua lhe trope Tem cultura a dizer chega, Não me deixes ficar mal , Queo seu poço profundo É de cultura geral. Tem feminino no nome De grande Imperador E das novas cá da turma Tem doce voz de licor. De trovão voz poderosa Olhos descidos do céu Postura ainda inibida Mas que lindo o riso seu! Outra voz inconfundível De riacho, rio e mar E olhar para os seus olhos Dá vontade de sonhar. Raramente se revela É calada e reservada Mas é perfeita em tudo E tem escrita esmerada. A primeira vez que li Primeiro teste lavrado Caiu-me água dos olhos Deixei o teste molhado. Anda sempre no arejo Faz vida de bom turista Preciso acerta...

E saiam mais adivinhas!

12º B- Aqui vão mais cinco Gosta de Afonso, O Zeca E também de Jacques Brel Quem tem gostos requintados Colhe abelhas para o mel. É culto, sábio, morenos, Seus olhos de encantar, E as melgas são de muitas E ele deixa-as pousar . Alto, elegante, esguio Lembra mesmo um figurino E se puser os acentos Será perfeito menino... Olhinhos de dorminhoco De azeitona escurinha E sorrisinho malandro Quando bota uma gracinha ... Nem sempre acerto no nome Mas sei bem quem ela é Atinadinha, educada Leitura bem esmerada E sempre de mim ao pé. Fotogénico, queridinho De um qualquer de Mesquita Cabeça de sol e oiro Tem mesmo pinta de artista. Menino de sua mãe Assim é que deve ser Hoje ainda a sou da minha Mesmo depois de morrer. Vive em Braga e tem o nome Da que fez de Gabriela E cheira a canela e cravo Como a da telenovela.

Adivinha de quem falo

Alguns alunos meus vêm cá deixar-me palavrinhas simpáticas mascarados de pseudónimos ou de heterónimos. Já lhes agradeci a gentileza do gesto e o carinho que têm demonstrado. Outro dia, a turma do 12º B disse-me que tentou fazer um comentário através do computador da escola, mas que não conseguiu. Eu fiquei contente por eles gostarem de partilhar pedaços da minha vida, coisa que eu faço sempre, porque levo sempre este coração aberto e extrovertido para a sala de aula. E as piadas. E as gargalhadas.E o a sério, quando é a sério ,e o a sério quando é a brincar, porque eu, quando brinco, é para sujar os lhos com lágrimas ,e eu gosto que eles gostem e eu gosto de os ver sorrir. E eu gosto de lhes falar de experiências minhas, combinadas com os assuntos que se vão ensinando e aprendendo, e assim somos mais amigos e gostamos de estar juntos e as aulas são de festa. Na última aula prometi, que, de vez em quando, vou deixar aqui uma adivinha em forma de verso, ou em forma de provérbio , para e...

Fruto de trinta cheio de pinta...

O Miguel é o elemento mais novo da minha família e já tem trinta anos. Feitos hoje. É o tal das miguelices do piano de notas de mi e si, daquela graça de que já vos falei e que se chama Marta. Se não está actualizado vai ter de fazer o favor da ir ler o antepenúltimo fruto que floresceu nesta árvore. Se não o fizer, fique leitor da mesma, que a sua semeadora agradece. Na realidade, só conheci o Miguel uma vez, mais precisamente no Domingo passado, quando veio com os meus irmãos e sobrinhos cá almoçar. Para quem pensar que eu estou maluca, terá obrigatoriamenta de recuar também nos frutos e colher os que já amadureceram, para poder saborear este, que também começa a ficar madurinho, apesar de ser o mais novo. E que fruto! E que apetecível! E que aspecto robusto e seguro, não fosse ele saboreado pela boca da Marta que é uma esquisita e preza--se de paladar requintado. Ainda Bem! Tudo isto para dizer que gostei do Miguel e dos seus gostos: piano pianinho, anel discreto,miau, miau, e ...