Mais um ano de vida sobre o meu corpo.Toda eu envelheci, ainda que o tempo tenha sido generoso comigo. Mas envelheci. E não é aquela velha história de que todos envelhecemos. Envelheci pela força de muitas histórias que a vida somou em cinco décadas e mais de meia. Envelheci nos ossos que começam a dar os primeiros sintomas de desgaste, na pele que começa a perder a rigidez, no rosto que acusa algumas rugas. Envelheci e já é irreversível este envelhecimento de comando ou descomando hormonal. Não posso fazer nada. Envelheci. Curiosamente, sinto não sei onde, ainda a acenar-me, uma alma de menina. Continuo a gostar de brincadeiras malucas , de sorrisos e de gargalhadas, de partidinhas, de surpresas, do sol infinito e das árvores altas( mesmo se as vejo de baixo), da areia do mar, das crianças( meu Deus, as crianças!!!) , do passado que guardo intacto no meu espaço mais íntimo. Vou acordar um ano mais velha.Cinquenta e oito folhas de uma árvore outonal que receia perder a seiva ou v...
Comentários
Bom fim de semana.
Bem sei que o Abril sonhado não foram os dias de hoje!
Acho que nos cabe a nós construir o Abril desejado pelo menos dentro dos nossos pequenos mundos!!
Beijinhos
Mas abrir Abril neste poema valeu a pena.
Ousar abrir Abril, eis o desafio!
Beijinho e bom fim de semana.
Luisinho (que me bapizaste de Ibel!)
Concordo contigo, mas os tempos estão muito difíceis, com vampiros à solta...
José,
Para muitos, as comemorações de Abril são sinal de honra, para outros é realmente uma hipocrisia.
A.C
Exactamente.Ousar Abrir Abril é um desafio. Quando nos tentam cortar o pio, as mãos ajudam.
Obrigada por ter ficado com a pele arrepiada. Era esse o efeito pretendido.
É bonita e muito necessária esta mensagem de vida, mensagem do sonho real, cantada na bela voz da sua poesia!
Obrigada!
Mas sem estas comemorações oficiais, com bolor e cheiro a traça. De discursos de circunstância que nada têm a ver com Abril.
Foi ontem. Foi há 35 anos.
Sim, Abril.
Mesmo com Salazar eleito o "maior português de sempre"....com a sede da PIDE transformada em condomínio de luxo...
Sim, Abril.
Falta-me a fé para acreditar na ressurreição.
25 de Abril, Sempre!
Porque Abril, abriu. Mas é preciso não fechar o que Abril abriu. E manter aberto, com todas as forças as correntes de ar de Abril.
É verdade que há um friozinho no ar! A lembrar, que é preciso não esquecer os direitos de Abril.
Direitos que são deveres.
Lia, guerra é guerra!
A ela, com cravos e flores e poesia, que rimem com Abril.
E rimam bem os teus cravos.
Outro beijo para ti com votos de ressurreição.Oxalá!
Cristina,
A voz não se pode calar neste tempo de caos.
Um beijinho também para si.
José Augusto,
Eu já não ouço os discursos oficiais, mas choro sempre ao ver os documentários daquele "dia claro".E foi tudo ontem.É verdade.
Gostei da ironia...
Abraço minhoto.
João Coelho,
Também não tenho grande fé na ressurreição, mas é preciso acreditar. Foi assim que Abril abriu.
Uma beijoca.
Cris,
Saudades de ti, sim. Beijo para a "menina" mais romântica de Florianópolis.
AH,Mar-ia!
Andam por aí uns frios. Hoje está frio em Braga. Um 25 de Abril frio, apesar do sol.Mas as tuas palavras aqueceram-me.
Beijinhos!!!!!!
Bjs
Cinda
Bom Domingo
Ibel, selo o seu poderoso poema com um abraço de idêntico ímpeto.
Não podemos votar nos "Outubros" que andam de cravo ao peito!
As pessoas devem andar mesmo de olhos fechado.Depois da homenagem feita hoje a Salazar com tanta música, o melhor é esquecer.
Mana Cinda,
CLARO!!!!!!
Luís,
Aida chegou a tempo, Grande Senhor!!!!!Grande ESCRITOR!!!!!
Abrir Abril com asas de codor e sobrevoar aldeias como a de XISTO.Que paz! Que tal?
BEIJINHOS
Um bom Domingo
Beijinhos, Ana gabriela
Um poema cheio de alma e razão!
Beijinho
Poderá vir a ser, talvez, mas não na Primavera
Como pode Abril resplandecer se está fenecendo?
Sabes como? Quando perceberem que o dinheiro não é a essência do prestígio; quando perceberem que os verdadeiros valores não são os que eles pensam que são; quando se restabelecer a verdadeira autoridade; quando o respeito pelos outros voltar a ser um valor normal; quando os sindicatos voltarem a defender os trabalhadores; quando os jovens tiverem empregos; quando os jovens puderem ser independentes; quando uma futura mãe puder continuar a trabalhar sem o risco de perder o emprego; quando os gestores pagarem e forem presos por má gestão; quando proibirem alguns gestores de voltarem a ser gestores. Porque o mal deste país não são os trabalhadores. São os gestores: ignorantes, incompetentes, gananciosos e desumanos...
Pessoas, queremos pessoas, com as suas fragilidades, mas humanas!