A manhã estende-se na maciez da luz . Ai as asas, meu amor, na aragem. Nada as retém no azul onde a saliva é de espuma . A liberdade despudorada, sem o sufoco do tédio.
O outono já lavou a cara alagou os olhos e a sua verve faz tremer os muros. Não há como fechar a porta ao assombro do mundo. Os rios vertem lágrimas para o mar a chuva desespera de aflição as armas mutilam sonhos duplicados a crianças quebradas nos tenros galhos. A cadência dos passos hesita entre a morte e o ódio freme o medo. Velho é o mundo e não sabes. Escrito em outubro de 2023, mas com alterações.

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