Silêncio
Nada.
Nem das brumas
se ouve a voz
da alma dos avós
e na memória
D. Sebatião não veio
em tempo de nevoeiro.
Está vazia a era.
E de outrora haverá hora
um dia?
Não se cumpriu Portugal,
Pessoa,
e a alma não entorna
da exaltação tua.
Portugal jaz no seu silêncio
de campa fria
e das cinzas não há
sopro ou aragem
ou mesmo alento.
É muda a hora
luto o momento.
maria isabel fidalgo
O outono já lavou a cara alagou os olhos e a sua verve faz tremer os muros. Não há como fechar a porta ao assombro do mundo. Os rios vertem lágrimas para o mar a chuva desespera de aflição as armas mutilam sonhos duplicados a crianças quebradas nos tenros galhos. A cadência dos passos hesita entre a morte e o ódio freme o medo. Velho é o mundo e não sabes. Escrito em outubro de 2023, mas com alterações.
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