A GUERRA E A PAZ
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Entre a paz e a guerra
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há um tempo de intervalo
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em que uns tratam da terra
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e outros dão ao badalo.
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Estamos em tempo de paz
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combinei com o inimigo
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eu não ligo ao que ele faz
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ele não liga ao que eu digo.
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Quando for a guerra fria
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resmunga-se ao desafio
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ele cala-se e não pia
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e eu murmuro e não mio.
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Em guerra declarada
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a melhor arma é o fado
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é a viola de um lado
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e do outro a desgarrada.
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À vez, só um cantará
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fica mal a gritaria
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no fim a guerra dirá
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quem ganhou na cantoria.
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O outono já lavou a cara alagou os olhos e a sua verve faz tremer os muros. Não há como fechar a porta ao assombro do mundo. Os rios vertem lágrimas para o mar a chuva desespera de aflição as armas mutilam sonhos duplicados a crianças quebradas nos tenros galhos. A cadência dos passos hesita entre a morte e o ódio freme o medo. Velho é o mundo e não sabes. Escrito em outubro de 2023, mas com alterações.
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