sexta-feira, 17 de julho de 2009

Mar-(d)ia



Tens um mar inteiro e dividido. No teu nome um hífen indicia um dia matinal da ínsula graciosa. São leves os teus gestos e a tua voz soletra o Bojador embevecido onde já o céu se espelha depois dos medos e da dor. Salta do azul o golfinho radioso, de te saber de água. Saberia o poeta de ti o canto luminoso das palavras sábias? Quem te baptizou saberia o trilho da emborcação da água em ti derramada com lúcida inteireza? Tudo nos habita do que somos. Mereceremos o desígnio do destino de Delfos à Acrópole?
Os deuses ignoram as nossas ávidas inquietações e na mudez permanecem do mistério.
Mercês lhes dêmos por todos os dias que respiramos. E os parabéns pela claridade de estarmos vivos, Mar-(d) ia…