Dentro do olhar navegam barcos. Há uma película luminosa em toda a extensão das águas. Andam-me peixes escondidos nas veias de maresia... Toda eu, Hoje, sou este cenário de navegação calma.
Estava a precisar...
Todos nós precisamos, nem que seja de quando em vez, de dar largas aos peixes escondidos nas veias de maresia. Ajustamo-nos, respiramos, recarregamos baterias. E prosseguimos o caminho. (As suas palavras, Ibel, são sempre naturais como o respirar)
Hoje, a minha mãe, estrela deste blog, faz anos. Uma vez mais, entro, de mansinho, nesta sua "casa", para a encher de mimos virtuais, enquanto não chego a Braga para a encher de mimos reais... Beijos ternos da tua "estrelinha"!
Por amar de mais morreu pregado numa cruz. Uma morte brutal sem palavras de consolo " Pai, porque me abandonaste?". Apenas a dor de sua mãe estraçalhada em ondas de gritos impotentes em oceanos de lágrimas, pelo peso do mundo que o seu filho carregava no corpo, humilhantemente nu e barbaramente exposto numa cruz, cujo suor escorria em sangue, pelo rompimento de vasos capilares flagelados pelos açoites, pela coroa de espinhos que penetravam o crânio, pelas dores lancinantes de lesões provocadas pelos pregos hediondos e certeiros do martelo implacável nos pulsos e nos pés. Mas no meio da agonia ainda tem palavras para suplicar:"Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem". Por amar, morreu. Por amar de mais. E continua a morrer e a sofrer humilhações, na vastidão dos séculos, em holocaustos incompreensíveis de ódio e desamor, num sofrimento vão e inútil, senão para "os que sabem o que fazem". E para esses o perdão e o rosto limpo e as "est...
(Gaelle Boissonnard) A autora deste blog, minha mãe, flor de luz e mar, faz anos hoje. Entro, assim, pé ante pé, bem de mansinho, para a encher de beijos e risos neste dia: I ntensamente floresces S egura e doce A tlas de frutos B ordado de oiro É s Peixe de Março L avrado em verde I ndelével e puro T erno e imenso. A grad eço ao céu, terra e mar tua presença, estrela do mundo, enleio lunar! Parabéns, estrela maior!!
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Todos nós precisamos, nem que seja de quando em vez, de dar largas aos peixes escondidos nas veias de maresia. Ajustamo-nos, respiramos, recarregamos baterias. E prosseguimos o caminho.
(As suas palavras, Ibel, são sempre naturais como o respirar)
Beijo :)