Meu tempo de Natal

Era no tempo em que havia pai natal
que eu existia
puro dia
tão leve
como a noite
que crescia
no sapatinho inocente
no fogão do meu passado
na árvore com estrelinhas
e nas luzes que piscavam
no pinheirinho enfeitado
com lume do coração
e anjos quase reais
que comigo adormeciam
a sonhar com pais natais.
Era no tempo dos meus pais
com a toalha de linho
tão branca quase de neve
tão pura como o menino
que nas palhinhas deitado
dormia tão sossegado
junto à vaca e ao burrinho
e no olhar de sua mãe
(como a minha ela maria!)
atenta e cheia de graça
adorando enternecida
a sua obra divina.
Era no tempo em que havia pai natal
que nada em mim se partia
e tudo me estremecia
numa doce avé-maria
junto ao presépio encantado
em que eu era a cinderela
com um sapato à espera
no fogão do meu passado.
que eu existia
puro dia
tão leve
como a noite
que crescia
no sapatinho inocente
no fogão do meu passado
na árvore com estrelinhas
e nas luzes que piscavam
no pinheirinho enfeitado
com lume do coração
e anjos quase reais
que comigo adormeciam
a sonhar com pais natais.
Era no tempo dos meus pais
com a toalha de linho
tão branca quase de neve
tão pura como o menino
que nas palhinhas deitado
dormia tão sossegado
junto à vaca e ao burrinho
e no olhar de sua mãe
(como a minha ela maria!)
atenta e cheia de graça
adorando enternecida
a sua obra divina.
Era no tempo em que havia pai natal
que nada em mim se partia
e tudo me estremecia
numa doce avé-maria
junto ao presépio encantado
em que eu era a cinderela
com um sapato à espera
no fogão do meu passado.
Comentários
Voltarei muitas vezes.
Maria Ana
Espero que quando maior a Matilde tenha vivido bem o suficiente para escrever assim.
Um Beijinho enorme e Feliz Natal...
Luis
Você é linda e brilhante como as luzes que adornam as árvores de Natal.És doce como o olhar de Maria para seu menino divino.
Beijos.
Essas palavras fizeram as delícias da minha infância e continuam a enternecer-me...
Beijo meigo da "estrelinha"
Até logo e beijinho.
A.m.
Bjnhs
Beijos!
Mané
Isabel
A poesia não precisa mesmo de ser complicada nem difícil para o ser. Precisa apenas de ser dita com o coração e com " a Infância reencontrada" como a definiu Eugénio. Aqui estão as duas.
Cinda
Uma mãe muito grata.
Divino, querida amiga!
Passei por cá para lhe dizer que gosto muito dos seus poemas , você tem jeito .
Já sabe, quando publicar um livro seremos os primeiros a compra-lo (nós , o 10º C) .
Ass: Ana Guedes
Bjnhs
Este tempo de ternura, que nos reconforta, é sempre bem-vindo (assim como as férias)!!!!!
Até amanhã!!!
«Era no tempo» ... «era no tempo» ... «era no tempo» ... como ondas que vão... ou que vêm... as mesmas ondas... mas sempre novas...
Não classifico, porque me considero seu discípulo. Mas gostei... imenso!
Está a ser difícil o peso da saudade!
Que saudades!
Parabéns pelo enorme talento.
És a poesia.
Era assim que devia de ser o Natal.. Vivido com sentimento e emoção. Os melhores natais era quando para nós havia o Pai Natal, era tudo muito mais especial.
Beijinho, da sua aluna.
Isabel (: