Mais um ano de vida sobre o meu corpo.Toda eu envelheci, ainda que o tempo tenha sido generoso comigo. Mas envelheci. E não é aquela velha história de que todos envelhecemos. Envelheci pela força de muitas histórias que a vida somou em cinco décadas e mais de meia. Envelheci nos ossos que começam a dar os primeiros sintomas de desgaste, na pele que começa a perder a rigidez, no rosto que acusa algumas rugas. Envelheci e já é irreversível este envelhecimento de comando ou descomando hormonal. Não posso fazer nada. Envelheci. Curiosamente, sinto não sei onde, ainda a acenar-me, uma alma de menina. Continuo a gostar de brincadeiras malucas , de sorrisos e de gargalhadas, de partidinhas, de surpresas, do sol infinito e das árvores altas( mesmo se as vejo de baixo), da areia do mar, das crianças( meu Deus, as crianças!!!) , do passado que guardo intacto no meu espaço mais íntimo. Vou acordar um ano mais velha.Cinquenta e oito folhas de uma árvore outonal que receia perder a seiva ou v...
Comentários
Gostei do "repousar a espada e a guerreira"... "para que haja/seja madrigal essa saudade..."
Jnhs.... muitos (issimos)
bjnhs
Seja o que for e sejam quais forem as razões... precisas mesmo de repouso!...e o teu poema é sereno.
Cinda
É evidente que eu gosto do poema por tudo o que já foi dito, mas também por aquilo que ninguém pôde ver. E é nesse espaço intimo que lhe dou o meu abraço!
Beijo terno
Gostei muito mesmo do poema. Só não sei se lhe captei o sentido.
bjinho
Isabel
Sei que tem sido uma grande lutadora e venho aqui buscar força.Hoje parece-me ver uma mulher cansada de lutar.Estou enganada?
Contudo, apesar de aguardar na penumbra, a espada está mesmo ali à mão...
É um enorme prazer lê-la!
repousa a espada na...saudade
num recomeço do teu desejo!
Beijinhos