HÁ DOÇURA NAS AVES




Há doçura nas aves
E ternuras puras
Mais que humanas
Brama em chamas
A alma sofrida
Já não há ninho
Mas o passarinho
Vela a morte da consorte
No chão jazida.
Ainda Amor tentou
Em vão salvá-la
Mas sem compaixão
A morte escureceu o coração.
Ah, alma minha"Assim deixaste
Quem não deixará nunca de querer-te!
Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te,
Tão asinha esta vida desprezaste!
Como já pera sempre te apartaste
De quem tão longe estava de perder-te?"
Não lhe responde a ave
Que veloz voava
No chão deitada
Já não é nada
Mas vela a dor Amor
Que a dor aberta
No coração manda
E tudo desmanda
Qual o poeta.
Comentários
Um beijo
Só não é dor suprema
Para quem ,pela sorte
Nunca chegou a amar
As palavras dum poema.
Deste poema, Ibel, feito de " ternuras puras" e desesperos de alma.
Manuel Estrada
A vida corre, as palavras ficam...
Recebi essas imagens por mail e fiquei muito emocionada.
Beijos
Cumprimentos.
É mesmo um hino ao amor.Como diz a Laura, a que enviei essas imagens por mail, foram pretexto para o texto.
MaesDoc
Lindo o seu poema.Muito obrigada por ter chegado ao meu blog com os seus comentários poéticos que deixam ver um coração sensível.
Um grande abraço e volte sempre.
Mar-ia,
Não me recordo desse fado, mas é verdade o que ele diz. A vida corre e as palavras ficam ...e o amor também.
Laura,
Faço o que posso.Até amanhã, sim?
Beijinho
Mafalda e Francisca
Impossível seria se essa imagem não lhe provocasse versos tão lindos e sofridos.Depois de molhar esses olhos de campo verde.
Beijos
Lindo!!!
Tu escreves hinos, é assim que sinto cada palavra deste poema.
Um auto de amor e ternura suprema!
Saio...comovida!
Beijo maior
Estas imagens MATAM-ME, mas as tuas palavras SEPULTAM-ME!!!
Lia, Lia, só me apetece chorar, transbordar minha alma desta tristeza tamanha...
MULHER!!!
MANA, não me esfoles!!!
"Que a dor aberta
No coração manda
E tudo desmanda
Qual o poeta."?
Há doçura nas aves, mas acima de tudo há doçura na alma da poetisa.