(PRÉ)TEXTO DE AMOR

Se me amares virás pela manhã e ninguém saberá de nós senão o sol na claridade dos teus passos. Virás para me dizer do tempo que foi nosso e mudos seremos no estar até que a dor nos passe dos nossos desencontros.Virás de mãos vazias que as rosas regressam na primavera e ficam melhor espalhadas como nascem sem que as mãos as firam. Sem ti é tudo tão pequeno que tenho medo do mundo. Só as palavras ditas me seguram no espelho dos meus dias tristes. Preciso de te amar de vez em quando com palavras de sangue. Nas veias me corres como nos dias tórridos de verão no calor de cada sílaba. Onde e quando essa areia ardida?
Comentários
Tens sempre palavras doces para as ocasiões dolorosas.
Junto-me a ti, no apoio à nossa amiga, porque as pessoas que amámos existem para sempre dentro de nós.
O meu amor para as duas
Sei que adorei.
Beijinho.
Alda
Prosa carregada de poesia...
Beijinho suave
Francisca e Mafalda
Abraços!
A força e a sugestão das palavras, a arte de Maria Isabel Fidalgo.
ele nos faz sentir. Não tenho palavras para lhe dizer o que sinto, tantas são às vezes que o li e leio.
Poesia pura à superfície de sensibilidade profunda,Ibel!
Um beijinho,
Ana Gabriela castro
As que ferem deixam rastos que o tempo lentamente procura amenizar.
As que ardem deixam marcas que ficam para sempre.
As que “matam” destroem emoções dificilmente recuperáveis.
Estas roubam o coração e instalam-se impunes a qualquer antídoto...
As que perfumam deixam eternas sensações recordadas nos seus odores.
As que acariciam são constantes rebentos de calor e energia.
As que amam … são efémeras, mas inesquecíveis.
Estas invadem e rejuvenescem o coração!
Ainda assim, “Só as palavras ditas me seguram no espelho dos meus dias tristes”.
Lindíssimo (pré)texto que a força das suas palavras me levou a comentar.
Eu quero que essas palavras sejam minhas, porque são aquelas que eu queria ter dito...
...e agora?
Gastaste as palavras mais belas...
(suspiro...)
Sempre tentei ser assim.Acho que da minha mãe herdei o coração, a lágrima fácil e a atanção pelos outos. O meu mundo é cada vez mais espiritual e no silêncio me vou encontrando. E eu que gostava tanto de alarido!
Obrigada.
Alda,
A delicadeza da sua presença é sempre um mimo que não dispenso.
Queridas manas e Ana Gabriela
Agradeço a vossa estima com muita ternura, a mesma que me dedicais.Gosto de vos deixar essa marca, gosto pela música das palavras e o peso do seu significado. O resto são tretas que esquecereis pelo caminho.Continuem a ler muito.Sois grandes, sereis enormes!
António João
Não vou responder a essa pergunta...Morda-se de curiosidade.
Eduardo
Seja bem-vindo de tão longe.Como chegou até aqui?
AC
Você tem mesmo jeito para ler as minhas palavras, como se me lesse por dentro.Como é possível?
Ana Maria
Tenho sempre muita curiosidade em relação aos comentários, mas é verdade o que sobre a produção escrita.
JB
Como gostei de o ler e que feliz fiquei com a sua visita.Ainda bem que este (pré)-texto de amor pretextuou uma deslocação virtual.
Muito obrigada.
Ah, ainda estou a pensar no problema...darei a resposta.
Mar de Bem
Sabia que seriam estas as tuas palavras. Há mais do que duas Blimundas...
Como é bom esse afago quando não se vêem as rosas!
Nascem as rosas? De que cor serão? Terão um perfume? O mesmo?
Como é bom imaginar que as rosas nascerão, quando tudo secou.
Como dói o rasgão da nossa pele...
Abraço com tristeza
Já tentei, por várias vezes, deixar-lhe um comentário. No fim, verifico que não fica registado. Poucos conhecimentos meus? Naturalmente...
Desta vez, como das anteriores, para dizer-lhe, apenas, que gostei. Mesmo que não saibamos a quem o autor se dirige, o importante é o peso, a beleza das palavras e a sua poesia.
Depois, talvez porque os seus textos inspirem quem os lê, até alguns dos comentários têm qualidade literária.
Respira-se por aqui muita ternura, muita amizade, muita cumplicidade também. E muito apreço por si, Ibel. Pela pessoa que me parece ser (não costumo enganar-me!) e pelos seus textos. Todos ficamos de parabéns.
Abraço da Sol
Mais uma vez, não vejo o meu comentário publicado. Vou tentar de outro modo.
Beijinho
Sol
Rendilha a tristeza para que ela flua, porque precisas de pairar.
Que o teu coração anteveja outras cores...
...e uma eternidade de beijos.
ETA!!!
MUITAS SAUDADES!!!!!!!
BEIJINHOS!!!!!
Afoga, agora, o teu perfil perdido.
Por não te ver, a vida anoiteceu
À hora em que teria amanhecido..."
(Miguel Torga, Obra Poética)
"Se me amares
virás pela manhã
e ninguém saberá de nós
senão o sol na claridade dos teus passos."
Assim não anoitece à hora que devia ter amanhecido.
Escrever com talento e sentimento é isto. A surpresa sempre em cada compasso da escrita.
Bem hajas.
Um abraço.
Daniel
Li o seu texto há algum tempo, mas nada disse. É belo tudo o que escreve. Soubesse eu dizer-lhe o quanto. Mas doeu-me tanto.
Menina. Já não o és. Só na fragilidade de um coração que ficou assim, pequeno, pequenino. Vejo-te tão só, tão alquebrada, tão descrente. E temo. Temo por ti. Porque te perdeste num lugar distante onde os trilhos são saudades que doem.